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  ARANHA

Hábitos

Os cupins são também conhecidos por térmitas, formigas brancas (operários), siriris ou aleluias (alados reprodutores). São insetos da ordem Isoptera (iso = igual; ptera = asas). Atualmente existem cerca de 2900 espécies de cupins identificadas, distribuídas principalmente em regiões tropicais e subtropicais, com algumas espécies em lugares de clima temperado e outras em regiões desérticas.
A fauna de Isoptera da Região Sul-americana, com mais de 500 espécies é a segunda no mundo em número de espécies. A fauna de cupins da nossa região ainda é pouco conhecida, com um grande número de espécies ainda não descritas.
Os cupins são chamados de insetos sociais por apresentarem:
Cuidado cooperativo com a prole: os ovos e os jovens são cuidados pelos irmãos mais velhos;
Casta reprodutiva: (alados, rei e rainha) em convivência com castas estéreis (operários e soldados);
Sobreposição de gerações: pais (rei e rainha) e filhos (operários e soldados) convivem numa mesma colônia. 
Os cupins se alimentam de materiais celulósicos e lignocelulósicos como: madeira viva (árvores), madeira morta (em diferentes estágios de decomposição), gramíneas, raízes, sementes, fezes de herbívoros, húmus, etc. A digestão da celulose é feita com auxílio de microorganismos simbiontes intestinais: bactérias, fungos ou flagelados. Estudos têm mostrado que podem ocorrer ação de enzimas (celulases) produzidas pelos próprios cupins ou ainda uma combinação destas enzimas com ação de bactérias simbiontes.

Organização

Os insetos sociais apresentam uma organização complexa e uma divisão da colônia em diferentes grupos ou castas: 
Um casal real (rei e rainha) que são os reprodutores (férteis), os operários e os soldados (estéreis), com morfologia e funções muito diferentes
Operários: São de morfologia bastante uniforme dentro de cada grupo; geralmente constituem a casta mais numerosa. 
Como o nome indica, são os responsáveis por todo o trabalho da colônia: construção e reparo do ninho, coleta de alimento, alimentação dos indivíduos de outras castas, além do cuidado com ovos, os jovens e o par real. 
Nas espécies onde não ocorre a casta dos soldados, eles também defendem a colônia.
Soldados: Morfologicamente bem diferentes dos operários, são os responsáveis pela defesa da colônia, e apresentam muitas adaptações para esta função. 
Por exemplo, as mandíbulas podem ser muito desenvolvidas (defesa mecânica), de variadas formas, simétricas ou assimétricas. 
Podem existir glândulas especiais que produzem substâncias usadas como defesa química. Os soldados não realizam outras tarefas na colônia e são alimentados pelos operários. 
Podem ocorrer em algumas espécies, dois ou três tipos de soldados, de tamanho e morfologia diferentes.
Reprodutores primários: São os alados (aleluias ou siriris), também chamados imagos, bem pigmentados e esclerotizados, com olhos compostos perfeitamente desenvolvidos, incapazes de sofrer novas mudas. 
Estes indivíduos depois de voarem e perderem as asas procuram um local para fundar uma nova colônia recebendo os nomes de reis e rainhas. 
As rainhas passam por um processo chamado fisogastria, onde há um grande e impressionante crescimento do abdome. 
A fêmea é então chamada de fisogástrica. 
Um aspecto muito importante nas colônias de algumas espécies de cupins é a existência de outros tipos de reprodutores que poderão substituir o rei e/ou a rainha em caso de morte deles ou ainda ocorrer junto com o par real primário, aspecto que garante a sobrevivência da espécie.
O par real, depois de fundar a colônia, permanece junto ocorrendo várias cópulas durante a vida. Com a morte do rei, da rainha ou de ambos, pode haver substituição. Assim, uma colônia de cupins seria teoricamente perene. No entanto, parece que isto não ocorre de fato. 
Sabe-se que para uma dada espécie, a colônia apresenta uma longevidade que não é indefinida e, mesmo encontrando-se em condições ambientais ótimas, passados tantos anos (até décadas), a colônia entra em senescência e morre. 
Em todos os insetos eussociais a comunicação química é muito importante, porém nos cupins isto é ainda mais evidente, uma vez que na maioria das espécies os operários e soldados são cegos. Os feromônios são distribuídos entre os indivíduos através de "grooming" (manipulação de um indivíduo por outro, através de peças bucais e antenas) e trofalaxia bucal e anal. 
Em algumas espécies foi verificado que em atividades realizadas fora do ninho (forrageamento, por exemplo), pode ocorrer marcação de trilhas por substâncias químicas, como nas formigas. Ao contrário de outros insetos sociais parece que não há dominância entre indivíduos da mesma casta. 
Uma colônia madura pode conter de centenas de indivíduos (como no caso dos Kalotermitidae) a milhões de indivíduos (como no caso de Coptotermes havilandi, o chamado "cupim de solo" ou "cupim subterrâneo"). 
O número de indivíduos e a proporção entre as castas varia muito segundo a espécie. É muito comum encontrar várias espécies de cupim num mesmo ninho, ainda habitado pela espécie construtora, vivendo em galerias separadas.

Revoada

Uma colônia madura produz alados que serão os futuros reis e rainhas, fundadores de novas colônias.
A revoada é conhecida pelo público em geral, principalmente na primavera e no verão (no início da estação das chuvas) quando há verdadeiras nuvens de cupins (então chamados de siriris ou aleluias) voando em torno de pontos luminosos. 
Este fenômeno é essencialmente sazonal, relacionado com as variações climáticas da região, principalmente calor e umidade relativa do ar. Outros fatores ambientais também podem influenciar a época (ou a hora) da revoada, como luz, vento, pressão atmosférica, condições elétricas da atmosfera, entre outros. É difícil saber a real influência destes últimos fatores, por serem facilmente mascarados pelos mais óbvios. 
Há espécies que voam à tardinha, outras à noite, etc. Geralmente, colônias da mesma espécie em um mesmo lugar revoam no mesmo dia e hora. Pode ocorrer êxodo de alados durante vários dias seguidos. É durante a revoada que os pares se formam, ou no vôo ou no solo. Já no solo, ocorre a perda das asas e o par inicia um comportamento chamado de "tandem", quando um segue o outro tocando-o no final do abdome, com antenas e palpos. 
O casal começa então a procurar um local favorável (que depende da espécie em questão), para iniciar um novo ninho – a fundação propriamente dita. Aí estabelecidos, ocorre a primeira cópula. O casal deverá ficar junto até o final da vida, mas pode ocorrer substituição como já foi mencionado antes, em caso de morte de um deles. 
É importante frisar que podem ocorrer muitas variações nestes passos, de acordo com a espécie, mas este é o padrão mais geral.

Ninhos

Os ninhos podem ser classificados em arbóreos, subterrâneos ou epígeos (sobre o solo). 
Mas, durante o desenvolvimento da colônia, um ninho pode passar de subterrâneo para epígeo. Também, muitos dos que são classificados como epígeos, podem ter uma considerável parte abaixo do solo. 
Várias espécies constróem estruturas especiais que podem auxiliar na manutenção da homeostase interna evitando por exemplo, que a água da chuva entre na construção. 
Além das estruturas especiais que protegem contra chuva, outras podem ser encontradas em diferentes ninhos relacionadas com as época de revoada, como torres de lançamento e plataformas horizontais para a saída da revoada.

Espécies

A invasão dos habitats naturais destas espécies pelo homem, seja na construção de casas, condomínios verticais e horizontais, parques, ou a destruição da flora natural, faz com que as fontes alimentares disponíveis, ou seja, as madeiras muitas vezes mais "moles" usadas nas construções e/ou no mobiliário e árvores sejam atacadas pelos cupins. 
É bem comum ouvir que os cupins estão invadindo as cidades. Isto pode ser, em parte, verdadeiro para as espécies de pragas introduzidas, mas nos casos em que espécies nativas passam a ser consideradas pragas, certamente a invasão é do homem.

Serão abordadas algumas espécies cuja ocorrência tem sido constatada em áreas de paisagismo e arborização.

Ciclo de vida

Os cupins são insetos que apresentam metamorfose incompleta. Embora cada espécie possua características de desenvolvimento diferentes, basicamente podemos resumir o ciclo de vida destes insetos em: ovos, formas jovens (ou ninfas) e adultos. A rainha coloca ovos que se transformam nas formas jovens. As formas jovens, por sua vez, podem se diferenciar em operários, soldados e reprodutores alados. Os operários podem ser divididos em dois tipos: operários verdadeiros, que são estéreis e operários funcionais, que são machos e fêmeas.
Operários funcionais tem a habilidade de mudar de volta a ninfa, e a partir daí se transformarem em soldados, reprodutores alados ou reprodutores de substituição, dependendo das necessidades da colônia. O último estágio ninfal pode desempenhar funções do operário na busca de alimentos e na criação de outras ninfas em estágios iniciais. Os cupins de madeira seca não tem operários verdadeiros. Sua funão é desempenhada pelas ninfas que podem se desenvolver em soldados ou reprodutores. Os cupins subterrâneos apresentam, em geral, as três fases do ciclo de vida descrito acima. Em relação à longevidade dos cupins, o rei e a rainha podem viver até 30 anos. 
Durante todo o período de vida, a rainha irá colocar ovos e, para isso, necessita de acasalamento frequente do rei. A colônia como um todo, no entanto, pode viver para sempre uma vez que se o rei ou a rainha morrerem ou adoecerem, ambos podem ser prontamente substituídos pelos reprodutores de substituição que se encarregarão das funões de fecundação, do rei, ou de oviposião, da rainha.

Algumas espécies   para conhecer mais clique na espécie.

HETEROTERMES SPP |  Heterotermes spp |

Sobre

O gênero Heterotermes também é tido como cupim subterrâneo, mas muito pouco se conhece sobre a biologia das espécies. 
Supõem-se que o ninho seja subterrâneo e difuso, mas não há descrição ou registro na literatura do encontro de um casal real primário. 
É bastante comum encontrar operários e soldados em mourões de cercas na zona rural ou em troncos caídos em ambientes naturais não alterados por atividade humana, mesmo nestes casos não foram encontrados os reprodutores. 
Em São Paulo pode-se constatar a presença de Heterotermes tenuis infestando árvores vivas e mortas. Em uma área de paisagismo com dezenas de árvores foi verificado atividade predominante de C. havilandi infestando árvores vivas (40% de infestação) e o cupim H. tenuis com predominância em árvores mortas e tocos, além de madeiras diversas distribuídas ou fincadas ao solo.

Nesta mesma área pode-se constatar através de um processo de captura, marcação, soltura e recaptura de cupins; uma colônia de H. tenuis com cerca de 800.000 indivíduos

NASUTITERMES

Sobre

O gênero Nasutitermes tem distribuição mundial e é um dos mais ricos em espécies. Podem ser muito abundantes nos ambientes de matas tropicais, nos cerrados e nas caatingas. Dependendo da espécie constróem ninhos epígeos ou arbóreos porém, não se pode excluir a possibilidade de alguma espécie construir ninho subterrâneo, pois pouco se sabe de sua biologia. 
Temos diversas espécies nativas no nosso continente e presente também na faixa da Serra do Mar (litoral norte a sul de São Paulo). Em cidades ao redor da Grande São Paulo como Embú e Itapecirica da Serra são encontradas facilmente pelas matas. 
O homem tem sistematicamente invadido áreas habitadas por estes cupins, e logo após a ocupação tem sido relatado a ocorrência destes mesmos cupins infestando residências, cercas e árvores; decorrente do desequilíbrio causado. Observa-se em campo uma alta seletividade destas espécies na escolha de seu alimento e uma elevada atividade de forrageamento.
Diferentemente de outras espécies de cupins de hábito subterrâneo, estes podem caminhar sobre o solo em trilhas, semelhante as formigas cortadeiras, sem a necessidade de construção de túneis.

SYNTERMES SPP

Sobre

Tem sido constatado o ataque de cupins do gênero Syntermes a várias espécies utilizadas em gramados como a grama azul, inglesa, esmeralda, São Carlos, japonesa e batatais. 
Em gramados de campos de futebol e golfe, residências e praças, notamos a presença de reboleiras no gramado apresentando amarelecimento e seca. Estes cupins podem ser vistos ao amanhecer forrageando e cortando as pontas da grama, e com o aumento da temperatura no decorrer do dia somente os encontramos sob o tapete de grama.
Por ter hábito subterrâneo, dificilmente encontramos seu ninho nas áreas de paisagismo. Em algumas ocasiões identificamos alguns montes de terra solta, semelhante ao de formigas, porém tratando-se do chamado cupim-de-terra-solta.

CUPIM SUBTERRANEO | Coptotermes havilandi spp |

Sobre

Foi introduzida no Brasil provavelmente no século passado e, mesmo sendo a principal espécie em áreas urbanas da região sudeste do Brasil, pouco é conhecido sobre sua biologia. Apesar de ser chamado "cupim de solo" ou "cupim subterrâneo" o ataque destes insetos pode ocorrer nos andares mais altos de edifícios, onde até mesmo revoadas podem ser vistas. 
Encontra-se muitas vezes em floreiras ou canteiros em coberturas de edifícios, já tendo sido observada a atividade deste cupins em tuias e outras plantas.
É comum ocorrer infestações destes cupins em árvores vivas e/ou raízes, inclusive com ninhos suplementares.

Plantas ornamentais comuns em nossa cidade como sibipiruna, guapuruvu, jacarandá-mimoso, quaresmeira, palmeiras diversas, falsa seringueira, acácia, ipê, paineira, álamo, figueira, abacateiro, flamboyant, manacá, jasmim, alecrim, cássia, alfeneiro, pinheiros, eucaliptos, tipuana e muitas outras podem ser infestadas por esta espécie podendo acarretar sua morte.

CUPIM MADEIRA SECA | Cryptotermes brevis spp |

Sobre

O gênero Cryptotermes tem distribuição mundial e é a mais importante praga entre os ditos cupins de madeira seca. Possui um aspecto importante em projetos paisagísticos que envolvem peças e estruturas de madeira. 
A possibilidade de infestar estruturas e objetos de madeira construídos pelo homem resultou na introdução de várias espécies em diversas regiões, onde tornaram-se importantes pragas urbanas.
Algumas conseguem mesmo sobreviver em climas frios, pois vivem nas habitações com aquecimento. Atualmente, a espécie deste gênero mais amplamente distribuída é C. brevis, que ocorre em todas as regiões do mundo. Hoje sua distribuição é bastante ampla, sem registros muito precisos.
Ocorre no interior de São Paulo e principalmente nos grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo, sendo depois do C. havilandi, a segunda maior praga entre os cupins das áreas urbanas.
O pó de formato granuloso (resíduo fecal) típico nos cupins de madeira seca, não deve ser confundido com o pó finíssimo, parecendo talco, expelido por espécies de besouros também xilófagos, chamados popularmente de "brocas" .

O controle de cupins em áreas de paisagismo urbano está intimamente relacionado com o conhecimento e a análise criteriosa de cada caso. 
É necessário, antes do início do trabalho, a identificação correta da espécie e o dimensionamento de seu ataque. Em seguida, deve-se analisar as condições dos locais atingidos para desenvolver a metodologia e eleger o inseticida mais adequado, para ser aplicado de maneira segura. 
A aplicação de medidas preventivas visa tentar evitar o ataque dos cupins antes de seu aparecimento, envolvendo custos que nem sempre são aceitos pela sociedade. Este ainda é o melhor meio de proteger parques e jardins, contra as infestações pelas diversas espécies de cupins.
Árvores: O tratamento deve ser realizado por técnicos especializados, com experiência na identificação das espécies xilófagas e conhecimento da sua biologia e comportamento. 
O uso dos inseticidas domissanitários deve ser criterioso, respeitando as normas de segurança para não haver contaminação ambiental e intoxicação de pessoas e animais, ou a morte da árvore devido a fitotoxicidade do produto utilizado. 
O tratamento do solo em pré-plantio pode ser realizado diluindo-se o produto cupinicida em água, na dosagem recomendada e distribuindo-se a calda através de um regador por toda a cova, antes e depois do plantio.
Edificação: O tratamento deve ser realizado por técnicos especializados, com experiência na identificação das espécies xilófagos e conhecimento da sua biologia e comportamento. 
O uso dos inseticidas domissanitários deve ser criterioso, respeitando as normas de segurança para não haver contaminação ambiental e intoxicação de pessoas e animais. 
Uma vez identificado a espécie e o tamanho do local infestado, é necessário a realização de uma barreira química, respeitando a distancia entre os furos e sua profundidade. A diluição do inseticida cupinicida deve-se ser diludo em água, na dosagem recomendada na ficha técnica do produto e aplicado através de uma bomba de alta pressão.
Peças e estruturas de madeira: Mobílias e peças de madeira infestadas freqüentemente apresentam a superfície externa aparentemente intacta, onde a parede interna foi consumida de tal forma a permanecer apenas uma "casca" fina e quebradiça. Nota-se volumosa quantidade de resíduos fecais ou grânulos, variando de cor conforme a idade do resíduo e o tipo de madeira. Nota-se ainda, uma grande quantidade de grânulos sobre mesas, camas e outras peças, indicando a infestação no forro acima. Colônias de cupins mais antigas podem se estender por toda a peça e atingir outras próximas ou materiais nelas contidos como livros, papéis, tecidos e outros produtos contendo material celulósico. 
Em muitos casos não é necessário se desfazer de móveis, livros e outras peças por estarem infestadas por cupim de madeira seca ou brocas. Para muitas das situações existe uma solução, sendo na maioria das vezes menos onerosa que a reposição das peças atacadas. Somente a retirada dos objetos infestados do local, não elimina a possibilidade de existirem outros focos. O tratamento corretamente realizado elimina a infestação e previne a reinfestação devido a ação residual dos inseticidas. O tratamento de alguns tipos de peças como televisores, toca-discos, rádios e pianos é dificultado em virtude do líquido não poder atingir outras partes além da madeira. 
A inspeção em peças e mobílias de valor histórico e artístico é um processo não destrutivo e deve ser realizado cuidadosamente com a ajuda de um técnico especializado. Ao identificar uma peça infestada, não a transporte para outra residência, casa de campo ou de praia, em outras cidades ou Estados, como muitas vezes ocorre. Não jogue em terrenos baldios ou nas ruas e nem faça doação da mesma. Antes de se desfazer da peça, trate-a a fim de evitar a dispersão dessa praga. Todos os artefatos contendo materiais celulósicos, estruturas ou construções de madeira, devem ser inspecionadas periodicamente. 
Inseticida cupinicida diluído junto a hidrocarboneto (isoparafina) pode se usado para aplicações em madeiras, seja por meio de pincelamento, pulverização, injeção ou imersão. A utilização apenas do hidrocarboneto em focos pequenos de cupim de madeira seca pode solucionar o problema por curto período de tempo, visto que o mesmo não possui efeito residual e sim, serve como diluente e veículo de produtos inseticidas misturados a ele, que permanecerão por um determinado tempo na madeira. 
Todos os artefatos contendo materiais celulósicos, estruturas ou construções de madeira, devem ser inspecionadas periodicamente. Inseticida cupinicida diluído junto a querosene pode se usado para aplicações em madeiras, seja por meio de pincelamento, pulverização, injeção ou imersão.
Ninhos subterrâneos: Com o maior conhecimento do comportamento dos cupins subterrâneos, novas tecnologias foram criadas visando um controle mais efetivo destes insetos, através do uso de iscas. 
Este método já empregado em outros países, consiste em colocar armadilhas celulósicas ao redor da edificação, ou ainda em uma área de paisagismo, de modo que o cupim durante a procura de alimentos (forrageamento), possa encontrá-las. Ao ser detectada a presença de cupins nas armadilhas a isca celulósica que se encontra lá dentro é substituída por uma isca que contenha substância reguladora de crescimento, da qual o cupim passará a se alimentar. 
O operário voltará então à colônia e alimentará seus companheiros através da trofalaxia, contaminando gradativamente toda a colônia. Este produto irá atuar no crescimento das formas jovens, impedindo a muda e, consequentemente, não permitindo o desenvolvimento das formas imaturas. 
A grande vantagem deste método é a completa eliminação da colônia, o que pode não ser conseguido com o tratamento químico convencional. Não se descarta, entretanto, a possibilidade deste método vir a ser utilizado junto com outros métodos, visando o controle integrado de cupins subterrâneos.

Medidas Preventivas

Manter limpos quintais, jardins, sótãos, garagens e depósitos, evitando acúmulo de folhas secas, lixo e demais materiais como entulho, telhas, tijolos, madeiras e lenha;
Ao manusear materiais de construção, usar luvas de raspa de couro e calçados, pois nestes materiais elas podem estar abrigadas;
Rebocar paredes e muros para que não apresentem vãos e frestas;
Vedar soleiras de portas com rolos de areia;
Usar telas em ralos do chão, pias ou tanques;
Acondicionar o lixo em recipientes fechados para evitar baratas e outros insetos, que servem de alimento a aranhas;
Realizar roçagem de terrenos;
Preservar os inimigos naturais: aves de hábitos noturnos - coruja, joão-bobo, lagartos, sapos, galinhas, gansos, macacos, quatis, etc. (na zona rural).