Infopragas conheça um pouco mais



  MOSQUITOS

Hábitos

Atualmente no nosso município nos interessa conhecer dois gêneros de mosquitos: o Aedes e o Culex. O que diferencia um do outro é que o mosquito Aedes costuma picar durante o dia e o Culex durante a noite.
Somente as fêmeas dos mosquitos sugam sangue, isto ocorre para que elas possam amadurecer seus ovos: Podem alimentar-se de seiva vegetal, assim como os machos o fazem.
A presença de água é fundamental para a existência de mosquitos porque é o meio pelo qual ele se utiliza para completar o seu ciclo evolutivo. Outro fator decisivo é a temperatura, que ao redor de 25ºC, é o ideal para o desenvolvimento mais rápido, gerando maior número de descendentes.
As fêmeas do gênero Culex colocam seus ovos preferencialmente em águas poluídas. Os ovos são colocados diretamente na água, num conjunto de 100 a 300 ovos chamado “jangada”. Os adultos vivem cerca de 30 a 60 dias.
As fêmeas do Aedes aegypti (importante transmissor de doenças) colocam seus ovos em água limpa e sombreada, nas paredes dos recipientes, próximo a linha d’água.
Os ovos podem resistir de 8 meses a 1 ano, num período sem chuvas, onde as condições não são favoráveis para o seu desenvolvimento. Isto faz com que possam ser transportados a grandes distancias. Os adultos vivem cerca de 45 dias.
Os mosquitos de ambos os gêneros estão perfeitamente adaptados as condições urbanas, como, no caso do Culex, em córregos poluídos, lagos, valetas de esgoto, e o Aedes, em recipientes artificiais como tanque, caixas d’água, latas, pneus, pratos de vasos para plantas e todo material inservível que acumule água.

Ciclo de vida

Os mosquitos, no seu desenvolvimento, apresentam duas fases distintas:

  • Aquática (depende da água): ovo, larva e pupa.
  • Aérea: adultos (alados).

A duração da fase aquática é regulada pela temperatura e disponibilidade de alimento. Varia de 7 a 13 dias ou mais. As larvas são visíveis na água pelo seu movimento sinuoso, e por subir até a superfície para respirar e descer para se alimentar.

Algumas espécies   para conhecer mais clique na espécie.

CULEX

Sobre

Culex é um gênero de mosquito conhecido por pernilongo, que apresenta a maior variedade de espécies entre os culicídeos, abrangendo uma grande variedade de nichos, dos criadouros naturais, como bromélias, ou artificiais, como pneus e vasos de plantas. Por ter despertado o interesse médico mais recentemente, é um gênero muito pouco estudado e assim, organizado no sentido sistemático, taxonômico e filogenético. É muito comum encontrar espécies de Culex em cidades, sendo vetor de algumas doenças, entre elas a filariose.
O ciclo do seu desenvolvimento compreende-se em duas semanas e implica uma metamorfose completa (o que significa que durante vários estágios de seu desenvolvimento, as mudanças também ocorrem no campo da sua morfologia e não somente no tamanho). Os ovos podem ser colocados individualmente ou em grupos, de acordo com a espécie. Eclodem na presença da água dando origem a uma larva do primeiro estágio.
Todos os estágios da larvas ocorrem dentro da água e essas larvas alimentam-se de matéria orgânica e plantas que conduzem ao aumento do tamanho dos estágios sucessivos. As larvas do sexto estágio evoluem para pupa. A pupa cessa da alimentação via nutrição e termina sua metamorfose como um adulto após um dia ou dois.

Aedes aegypti

Sobre

Aedes aegypti popularmente conhecido como mosquito da dengue. É uma espécie de mosquito da família Culicidae proveniente de África, atualmente distribuído por quase todo o mundo, com ocorrência nas regiões tropicais e subtropicais, sendo dependente da concentração humana no local para se estabelecer.
O mosquito está bem adaptado a zonas urbanas mais precisamente ao domicílio humano, onde consegue reproduzir-se e pôr os seus ovos em pequenas quantidades de água limpa, isto é, pobres em matéria orgânica em decomposição e sais (que confeririam características ácidas à água), que preferivelmente estejam sombreados e no peridomicílio. As fêmeas, para realizar hematofagia, podem percorrer até 2500m².
É considerado vetor de doenças graves como dengue, febre amarela, zika e chikungunya, por isso mesmo, o controle das suas populações é considerado assunto de saúde pública é um mosquito que se encontra ativo e pica durante o dia. O Aedes aegypti tem como vítima preferencial o homem e faz praticamente nenhum som audível antes de picar. Mede menos de 1 centímetro; é preto com manchas brancas no corpo e nas pernas.
O seu controle é difícil, por ser muito versátil na escolha dos criadouros onde deposita seus ovos, que são extremamente resistentes, podendo sobreviver vários meses até que a chegada de água propicie a incubação. Uma vez imersos, os ovos desenvolvem-se rapidamente em larvas, que dão origem às pupas, das quais surge o adulto. Como em quase todos os outros mosquitos, somente as fêmeas se alimentam de sangue para a maturação de seus ovos; os machos se alimentam apenas de substâncias vegetais e açucaradas.
Por se adaptar bem a vários recipientes, a expansão deste mosquito a partir do seu habitat original foi rápida. O Aedes aegypti foi introduzido na América do Sul através de barcos provenientes de África.
No Brasil o Aedes aegypti havia sido erradicado na década de 1950; entretanto, nas décadas de 1960 e 1970, ele voltou a colonizar esse país, vindo dos países vizinhos que não haviam conseguido promover a sua total erradicação.

Importância para a saúde

Pelo fato de as fêmeas se nutrirem de sangue, têm importância como vetores de doenças.
O mosquito Culex incomoda, irrita e faz com que noites mal dormidas interfiram na vida das pessoas. Até o momento, não apresenta importância como vetor no nosso meio.
O Aedes, entretanto, apresenta importante papel como vetor dos vírus da Dengue e Febre Amarela.
Ao picar uma pessoa doente, adquire o vírus, que se multiplica em seu organismo e depois transmite-o a outras pessoas através da picada.

Medidas Preventivas

Para controlar a população de mosquitos é necessário evitar os criadouros. Há medidas no âmbito do poder público e medidas referentes aos munícipes. Por conta do município fica a supervisão e tratamento de galerias de águas pluviais, redes de esgoto, valetas, obras em construção e cemitérios.
Não deixar águas paradas expostas, limpas ou sujas, em quaisquer recipientes como: caixas d’água, latas, garrafas, jarros, copos, pneus, tambores, fossas, valetas, piscinas sem tratamento.
Não jogar materiais inservíveis em córregos, pois a água fica parada e pode servir de criadouro para mosquitos;
Colocar areia grossa nos pratos de vasos de plantas, evitando que está se torne um criadouro;
Não colocar flores em vasos com água nos cemitérios; sugere-se colocar plantas direto na terra;
Vedar caixas d’água;
Não jogar materiais inservíveis em terrenos, pois podem acumular água da chuva e servir de criadouro;
Intervenção química com inseticidas sintético com poder ofensivo e residual através e pulverização e termonebulização (fumaça);